Nos últimos tempos, uma descoberta 100% brasileira tem aquecido os corações de milhares de pessoas e ganhado destaque em noticiários e redes sociais: a polilaminina. Desenvolvida pela equipe liderada pela Dra. Tatiana Sampaio, pesquisadora da UFRJ, a substância tem demonstrado resultados promissores no tratamento de lesões medulares.
Sabemos que conviver com uma lesão medular impõe desafios diários que exigem adaptação e força. Por isso, quando surge uma pesquisa com resultados tão positivos, é natural que a esperança transborde. No entanto, com a rápida disseminação de informações na internet, também cresce o volume de fake news (notícias falsas).
Na Freedom, a educação e a informação são pilares essenciais para transformar vidas. Por isso, preparamos este artigo para descomplicar a ciência por trás da polilaminina e ajudar você a se proteger de golpes e desinformações.
O que é a Polilaminina, afinal?
De forma didática: nosso corpo produz naturalmente uma proteína chamada laminina, que atua no desenvolvimento e na regeneração do sistema nervoso. Na natureza, ela se organiza em uma espécie de rede ou “malha”.
O que a Dra. Tatiana e sua equipe fizeram ao longo de 25 anos de pesquisa foi recriar e “turbinar” essa estrutura em laboratório, criando a polilaminina. Quando injetada na medula lesionada, essa rede atua estimulando o crescimento dos prolongamentos dos neurônios (os axônios), ajudando a restabelecer a comunicação interrompida e possibilitando o retorno de movimentos.
Apesar do grande avanço científico, a superexposição do tema gerou ruídos e falsas promessas que precisam ser esclarecidas. Veja os principais mitos que circulam nas redes:
Mito 1: “Descobriram a cura milagrosa e imediata”
A verdade: A ciência trabalha com fatos, estudos e tempo. A Dra. Tatiana Sampaio faz questão de frisar que a pesquisa ainda está em andamento e não pode ser chamada de “cura” definitiva.
Os vídeos que circulam dizendo que “seis pessoas voltaram a andar” de um dia para o outro são um exagero perigoso. Embora tenham ocorrido recuperações incríveis de controle motor — como o caso do paciente Bruno, que hoje tem autonomia para dirigir e cozinhar —, o próprio paciente alerta: a polilaminina não age sozinha. Ela possibilita a recuperação, mas o sucesso depende de muita, e intensa, reabilitação e fisioterapia. Cada corpo reage de uma forma, e não existe mágica na medicina.
Mito 2: “Posso comprar ou pagar para receber o tratamento”
A verdade: Cuidado com os golpes! O medicamento ainda é experimental e ninguém paga pela polilaminina. Atualmente, a pesquisa é conduzida em parceria com o laboratório farmacêutico brasileiro Cristália, que doa e fornece o material sem custos.
Infelizmente, pessoas mal-intencionadas se aproveitam da vulnerabilidade de quem busca tratamento. Além disso, a Dra. Tatiana alertou publicamente que não possui e nem pretende ter perfis em redes sociais. Qualquer página ou perfil cobrando valores, agendando consultas ou se passando por ela nas redes é falso.
Mito 3: “É a Proteína Divina”
A verdade: Devido à sua forma natural que lembra uma cruz, a laminina foi apelidada em alguns vídeos virais como “proteína de Deus”. Embora a Dra. Tatiana respeite profundamente a fé das pessoas e o direito de usarem essa imagem como um símbolo de conforto, ela é cautelosa ao separar o que é misticismo do rigor científico.
A fé e a esperança são ferramentas emocionais valiosíssimas na jornada de qualquer reabilitação, mas devem caminhar lado a lado com a verdade da ciência, que possui limites e etapas que não podem ser pulados.
O cuidado e a informação como aliados
A pesquisa da polilaminina é um motivo de imenso orgulho para o nosso país e reafirma que a determinação para evoluir é capaz de quebrar paradigmas. Contudo, a melhor maneira de acompanhar essa revolução é através de fontes seguras, institucionais e com cautela.
A Freedom acredita que a tecnologia e a saúde devem caminhar juntas com o olhar humano e responsável. Estaremos sempre aqui, acompanhando de perto os avanços da indústria 4.0 e da ciência brasileira, torcendo para que o impossível se torne cada vez mais acessível e possível para todos.
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